Capitulo 1 – Uma discussão e tanto.
Coloquei o título “Javascript e Acessibilidade“, pois foi esse o causador de uma das maiores threads no grupo Javascript Brasil.
O debate iniciou quando um dos usuários perguntou a opnião dos participantes do grupo sobre alguns sites que ele havia desenvolvido:
http://www.congressoatitude.com.br
http://www.aredesforgirls.com.br
Pessoalmente gostei bastante dos 2 sites. Mas a pergunta dele era no quesito acessibilidade, e foi ai que as coisas esquentaram.
Para minha surpresa muitas respostas guiavam para a não utilização de Javascript, ou pelo menos para dosagem de seu uso.
Muitos defendiam a idéia de se desenvolver 100% com HTML puro, para assim garantir a funcionalidade “universal”, seja em um PC convencional com Javascript desabilitado, ou em Mobile, ou qualquer outra coisa que interprete HTML.
Novamente me surpreendendo, alguns afirmaram que o Javascript era um exagero em algumas páginas.
Capitulo 2 – O que é acessibilidade?
Segundo o texto tirado da Wikipedia Acessibilidade é: ” Não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.”
Ainda na Wikipedia uma definição mais voltada para o nosso tópico: “Na Internet o termo acessibilidade refere-se também a recomendações do W3C, que visam permitir que todos possam ter acesso aos websites, independente de terem alguma deficiência ou não. As recomedações abordam desde o tipo de fonte a ser usado, bem como seu tamanho e cor, de acordo com as necesidades do usuário, até a recomendações relativas ao código (HTML e CSS, por exemplo)”.
Concordo plenamente com tudo, e sou totalmente a favor de seguir os padrões de acessibilidade, mas temos que ter bom senso.
Capitulo 3 – Uma analogia
Em um ônibus por exemplo. A empresa responsável deve seguir padrões de acessibilidade, ou seja, permitir que toda a população possa usar o transporte coletivo. Sabemos que na prática não funciona muito bem, mas vamos seguir o raciocínio.
A empresa não vai desenvolver um ônibus somente com bancos para deficientes. O que é mais sensato fazer( e é o que acontece normalmente), é criar bancos alternativos onde uma pessoa que possua deficiência seja bem acomodada.
Este pode não ser o melhor exemplo, mas expressa o que penso em relação a Web.
Capitulo 4 – Conclusão
Devemos sim portar nossos sites e aplicações para todo o tipo de público, porém isso não quer dizer que devemos deixar de usar as tecnologias disponíveis.
A Internet não seria o que é hoje se não tivéssemos o Javascript.
Graças a essa linguagem e a diversas outras tecnologias temos a possibilidade de desenvolver Aplicações Ricas que antes não eram possíveis.
Sejam cautelosos, usem padrões, respeitem as normas para acessibilidade, mas sem abdicar do poder que temos.
Alguns links úteis:
W3C – Web Content Accessibility Guidelines
http://www.w3.org/TR/WAI-WEBCONTENT/
Estatística de Browsers
http://www.w3schools.com/browsers/browsers_stats.asp
Site avaliador de acessibilidade(Em português)
http://www.dasilva.org.br/
Trechos da discussão na lista e meu comentário:
- “Sua aplicação *deve* funcionar só com HTML”
R: Concordo que a aplicação deve ter uma versão funcional em HTML. Mas se o usuário possui toda a tecnologia necessária par rodar uma Aplicação Rica, então que ele possa usar essa Aplicação. Quem não possui, fica apenas com a versão “pura”. - “Vários celulares têm navegadores sem suporte a JavaScript”
R: Verdade. Mesma idéia, se possui Javascript então de o melhor para este usuário. - “JavaScript desabilitado não é nada de outro planeta, como muita gente pensa.”
R: Na verdade eu nunca conheci alguém que desabilite, mas sei que existe. Mas se eu desabilitasse o Javascript… não poderia nem estar postando aqui agora. Não poderia mandar um e-mail amanhã com o Gmail. Não poderia usar o Meebo como IM. Tanta coisa que eu perco com o Javascript desabilitado. A Web não seria a mesma. - “merdas que tentam simular a interface desktop na web”
R: Realmente esse comentário foi infeliz. Essa pessoa não conhece o conceito RIA. - “Web não é Desktop”
R: Ninguém nunca afirmou isso. O que tenta se fazer com RIA é trazer o melhor do Desktop para a Web. - “O objetivo da web é manter as coisas SIMPLES”
R: Pra mim a Web é uma coisa complexa.
Enfim pessoal, meu intuito aqui é compartilhar minha opinião e ouvir a opinião dos outros, todos comentários são bem vindos.
Pra quem quiser ver a thread: http://groups.google.com/group/javascript-bra/browse_thread/thread/7a673530169beb31?hl=pt-BR
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#1 by Leandro at 2 de setembro de 2009
Então… eu achei todo esse assunto uma grande perda de tempo de se discutir. Primeiro porque na realidade todo mundo sabe que o javascript tem mesmo que ser um adicional, e as coisas tem que funcionar bem sem ele. Também sabem que, se não tem que funcionar sem ele é porque o publico ou projeto não tem essa exigência.
A discussão na lista só aconteceu por que o ego de alguns que são “ativistas” do JS ficou ferido e se ofenderam por que outros disseram que é um recurso dispensável.
Eu uso JS, gosto, mas acho que para sistemas com alcance de público grande, ele tem que ser não-obstrutivo. O resto foi só ânimos exaltados e por isso eu fiz questão não participar.
Vou assinar os feeds aqui, legal seu blog.
Abraços.
#2 by Ruan Carlos at 4 de setembro de 2009
Então… eu achei todo esse assunto uma grande perda de tempo de se discutir. Elevado a dois rsrs.
Foi por este motivo que eu não segui a thread (se alguém brigasse com alguém eu nem ia saber).
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Primeiro porque na realidade todo mundo sabe que o javascript tem mesmo que ser um adicional, e as coisas tem que funcionar bem sem ele.
Não, muita gente não sabe, e eu por exemplo acho que o js é essencial e não opcional. Se o cara não tem js ativado ele que volte pra 1990.